sábado, 9 de fevereiro de 2013
Anestesiada
Se eu dissesse que eu não estou com medo eu estaria mentindo...
Eu me mantive entorpecida e anestesiada de toda a dor até então... Mas nos últimos dias eu não tenho tido forças pra manter as lembranças na parte escura da minha mente, eu tenho sido fraca, não tenho tido sangue suficiente, as lembranças me atacam por todos os lados, elas vem e me atingem com um impacto físico. Como o impacto de um chute bem no meio do estômago. Elas veem e me cegam, e eu só vejo você, eu vejo seu rosto, vejo seu sorriso, vejo seus olhos, eu até posso ouvir sua risada alta e a sua voz... A sua voz é como enfiar agulhas nos meus ouvidos.
E eu tento falar com você, mas é em vão, eu tento te chamar, te dizer que eu não estou bem, mas minha voz não sai, eu tento dizer pra voltar tento de dizer pra sumir, pra me deixar em paz; pra me trazer a paz. Tento te dizer que eu tenho sangrado, tento dizer que você é o único, mas a minha voz não sai. Eu fico tentando falar, tentando gritar, e até me ajoelho. Mas você não vê você não me olha, você não ouve não me responde...
Todo mundo pode ver a escuridão dentro de mim; e eu não posso deixar esse mundo sem uma boa história pra contar, e até então só tive historias tristes e você choraria se eu contasse.
Na verdade eu não conto nem pra mim mesmo, não gosto de lembrar. As lembranças são como acido em minhas veias. Destruindo tudo que eu sou tudo que eu fiz tudo que eu fui um dia. Eu as mantive na parte mais profunda e mais escura da minha mente, mas elas insistem em brilhar e me cegar.
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