O mal vive num lar perfeito e sem infiltraçãoTira o cabelo da cara e me diz se por um segundo quiseste me ver feliz ou se és o meu destino tentando me dar outra lição. Eu lembro de cerrar os punhos pra dizer: "Eu não amo mais você". Então diga que não volta mais pra minha vida. E que a nossa estrada é bipartida esquece o dia que me conheceu. Então diga que nem todo dinheiro dessa vida não vai comprar de volta acolhida no peito de quem já foi todo seu. A casa é minha, mas pode ficar. Eu volto amanhã e não quero mais te enxergar, faça as suas malas e nunca mais volte aqui. E eu juro pela vida da mãe e do pai, ciente do peso da expressão "nunca mais" volte a oferecer teu corpo a quem preferir. Viver ao lado de quem não tem nada pra dizer confesse pra mim de uma vez Mas diga que nunca foi feliz nessa tua vida teu texto, teu sorriso de mentira pode enganar a todos, não a mim. Então diga... Que essa mão que acena na partida por tantos idiotas pretendida é a mesma que decreta o nosso fim. Assisto ao teus passos como a um balé quem vais usurpar agora que ninguém te quer? A verdade demora mas chega sempre sem avisar. E o grito contido no teu travesseiro ecoa nos lares do mundo inteiro. Não tira esse rímel, pois hoje quero vê-lo ... borrar
sábado, 27 de outubro de 2012
Diga, parte 2
Tira a maquiagem pra que eu possa ver
aquilo que você se esforça pra esconder.
Agora somos só nós dois, já podes parar de fingir.
Mas cala essa boca e me diz com o olhar
quem era você até me encontrar?
Se agora és diferente
o que eu fiz que te fez mudar?
Eu lembro dos lábios tremendo ao dizer
"Eu não vivo sem você".
Então diga, que não vai sair da minha vida
Diga que não passa de mentira
quando dizem que o amor morreu.
Tira essa roupa pra que eu possa ver
se não há uma arma tentando se esconder.
home
Queria estar com você, mas não posso ficar
e toda direção me leva pra longe.
Rezo por amanhã, mas por hoje
tudo que quero é estar em casa.
De pé no espelho, você parece o mesmo
somente à procura de um abrigo, do frio e da dor.
Alguém pra me cobrir, seguramente da chuva
Tudo que quero é estar em casa.
Ecos e silêncio, paciência e graça
todos esses momentos eu nunca substituirei.
Sem medo do meu coração, ausência de fé
tudo que quero é estar em casa.
Das pessoas que amei, não tenho arrependimento
d e alguns eu me lembro, de outros me esqueço.
Alguns deles estão vivos, alguns deles mortos.
Tudo que quero é estar em casa.
Testando Os Fortes
Tem um anjo em uma cama de hospital,
desesperado para ouvir seu nome, seu sussurro,
enquanto ele observa você não fazer nenhum som.
Abra seus olhos olhe para mim.
Eu te trarei qualquer coisa que você precisar.
E te direi que sinto muito,
por eu não poder tirar toda essa dor de você.
E eu poria isso no meu próprio corpo se eu soubesse como.
Você não vê?
Você tem que escapar daqui de alguma maneira.
Eu nunca tinha visto seu coração cansado,
eu nunca tinha visto seu espírito aguentar tão firme.
Eu sei que você diz:
que isso é o que você consegue,
por ser uma criança má.
Mas eu sei que isso seria sua recompensa,
Apenas por um tempinho...
Apenas por um tempinho...
Estão testando os fortes,
deixando cicatrizes nos bonitos.
E segurando os amados,
uma ultima vez.
See You Soon
Então você perdeu sua confiança,
E você nunca deveria ter perdido, nunca deveria ter perdido.
Mas não se preocupe
se você viu isso
não responda aquilo.
Num colete a prova de balas
Com todas as janelas fechadas,
eu vou estar fazendo o meu melhor,
vejo você em breve
em uma lente de telescópio.
E quando tudo que você quer for ter amigos,
vejo você em breve.
Então eles vieram por você,
eles vieram estalando seus calcanhares.
Eles vem estalando o seu calcanhar
mas não se preocupe
se você já viu isso
não responda aquilo.
Então você perdeu sua confiança.
Você perdeu sua confiança.
Little Talks
Eu não gosto de andar por esta casa velha e vazia.
Então segure minha mão, eu andarei com você, minha querida.
As escadas rangem quando durmo, isso me deixa acordada.
É a casa dizendo-lhe para fechar seus olhos.
Há certos dias que eu não posso confiar em mim mesma.
Está me matando te ver assim.
Porque embora a verdade possa variar,
este barco levará
nossos corpos em segurança para a margem.
Hey! Hey! Hey!
Há uma velha voz na minha cabeça que está me impedindo.
Digo a ela que eu sinto falta das nossas pequenas conversas.
Em breve tudo estará acabado e enterrado com o nosso passado.
Nós costumávamos brincar lá fora quando éramos jovens,
cheios de vida e de amor.
Alguns dias não sei se estou certa ou errada.
Sua mente está pregando peças em você, minha querida.
Porque embora a verdade possa variar,
este barco levará
nossos corpos em segurança para a margem.
Hey!
Não ouça uma palavra que eu digo,
Hey!
Os gritos parecem todos os mesmos.
Você foi, foi, foi embora. Eu te vi desaparecer. Tudo o que resta é um fantasma de você. Agora estamos despedaçados, despedaçados, despedaçados. Não há nada que possamos fazer. Apenas deixe-me ir, logo nos encontraremos. Agora espere, espere, espere por mim. Por favor aguarde. Te vejo quando adormecer.Não ouça uma palavra que eu digo, Os gritos parecem todos os mesmos. Hey! Porque embora a verdade possa variar, este barco levará nossos corpos em segurança para a margem.
sábado, 20 de outubro de 2012
Estão soltando lanternas no céu acredita? Lanternas japonesas são símbolos para se desprender do passado. Outra novidade ... não somos japoneses.Sabe o que eles são... crianças. Como se acender uma vela fosse fazer ficar tudo bem, ou fazer uma oração. Crianças estupidas, iludidas e irritantes. Sei o que vai dizer "faz eles se sentirem melhor". Mas por quanto tempo? Um minuto? Um dia? Que diferença isso faz? Por que no final quando perdemos alguém, cada vela, cada oração não compensará o fato de que a unica coisa que sobrou é um buraco na sua vida onde aquela pessoa costumava estar, e uma pedra com data de nascimento gravada que eu tenho quase certeza que está errada.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Naive Orleans
Venha e vá como você desejar...
Suas ações compõem as melodias
para as canções que nós cantamos,
e você apenas canta.
E eu finalmente descobri que a vida continua sem você,
e meu mundo continua girando quando você não está por perto.
É assim que você quer que seja? É assim que as coisas têm que ser? Sentado aqui, ao seu lado, mas meu coração está perdido em Nova Orleans. Sonhos são engenhosos. Corações são separados. Diferenças são eternas. E eu estou perdido lá.Venha e vá como você desejar Suas ações compõem as melodias Para as canções que nós cantamos, E você apenas canta junto, bem alto.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Sutura
Parecia que todas as minhas noites insones estivessem desabando juntas sobre mim. Eu estava tão brutalmente cansada que pensei que pudesse desmaiar ali mesmo; Oscilei sem equilíbrio e lutei para recuperar o controle enquanto o buraco em meu peito doía oco.
Senti o chão de madeira liso sob os meus joelhos, depois sob a palma das mãos e, em seguida, comprimindo sob a pele de meu rosto. Eu esperava estar desmaiando, mas, para minha decepção não perdi a consciência.
As ondas de dor que me haviam assaltado pouco tempo antes se erguiam agora com força e inundavam minha cabeça, puxando-me para baixo.
A vida parecia tão sombria naquele momento que eu me permiti trapacear, o buraco já doía, então, invoquei a lembrança e brinquei mentalmente com ela até que dormi, com as lágrimas rolando por meu rosto vazio. A lembrança cutucou com violência as feridas abertas. Chorei até dormir por causa daquele garoto, sua rejeição cruel abrira um doloroso buraco no que restava do meu peito. Ele deixara uma infecção numa ferida aumentando ainda mais os estragos.
Antes meu coração não batia, mas agora era como se ele não estivesse ali, como se eu estivesse oca, ele havia partido e arrancado pedaços enormes de meu peito.
Quando eu acordei no escuro, não tinha certeza se começara a chorar naquele momento, ou se minhas lágrimas tinham escorrido enquanto eu dormia e agora simplesmente continuavam.
A consciência começava a me invadir, gotejando como ácido em minhas veias, cada respiração queimava, as vias aéreas estavam tão sensíveis que pareciam ter sido esfregadas com palha de aço.
Parecia que eu não conseguia inspirar oxigênio suficiente. Não havia pulmões ali.
A solidão sufocava em minha garganta. Solidão. Sim essa era a palavra que me sufocava. Senti-me afundando na depressão afogando-me nela. Não voltei à superfície.
Sem som
Corri para entrar no carro, numa tentativa inútil de fugir da angústia, eu não prestava muita atenção para onde eu dirigia, fiquei vagando pelas ruas secundárias molhadas enquanto evitava os caminhos que me levariam para a casa; Não queria arrastar minhas sombras letais para o mundo seguro e solitário do meu quarto.
Estava frio, mesmo enquanto afugentava as imagens, senti meus olhos cheios de lágrimas, e o ardor no meu peito incendiou-se em agonia. Tirei uma das mãos do volante e coloquei no peito, para não perder o controle. “Será como se eu nunca tivesse existido”.
As palavras passavam por minha cabeça, eram só palavras, sem som, como se estivessem impressas numa página. Só palavras, mas abriram ainda mais o buraco, eu pisei no freio sabendo que não devia dirigir enquanto estivesse tão incapacitada. Eu me curvei, comprimindo o rosto contra o volante.
Perguntei-me quanto tempo aquilo ainda ia durar. E se esse buraco jamais melhorasse? E se as bordas feridas jamais se curassem? Não menti para mim mesma. Se nada acontecesse... Isso me mataria.
Bati a cabeça contra o volante, tentando me distrair da dor mais intensa.
Razão
Que sentido tinha ir adiante? Nada ficou aqui além das lembranças que eu podia reviver sempre que quisesse se estivesse disposta a suportar a dor correspondente. A dor que me tomava naquele momento, à dor que me deixava gelada.
E foi então que eu percebi uma coisa, morrer não ia trazê-lo de volta, morrer não iria aliviar a dor, porque eu sentia que aquilo era tão forte e tão intenso que me acompanharia até depois da morte. Era paralisante, aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus órgãos mais vitais tinham sido arrancados por ele, restando apenas sobras, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar apesar do passar do tempo.
E, no entanto eu achei que poderia sobreviver, eu estava alerta sentia a dor, a perda dolorosa que se irradiava de meu peito provocando ondas arrasadoras de dor pelos membros e pela cabeça, mas era administrável, eu podia sobreviver a isso. Não parecia que a dor tivesse diminuído com o tempo na verdade eu é que tinha ficado forte o bastante pra suporta-la. Porque só havia uma coisa em que eu precisava acreditar pra pode viver eu precisava saber que ele existia. Mas o alivio era a emoção mais forte em meu corpo, um alivio que vinha bem lá do fundo.
Tentei respirar em um ritmo normal. Eu precisava me concentrar achar uma forma de sair daquele pesadelo. Fiquei de pé com dificuldade, cambaleando embora o vento soprasse inofensivo por mim. Dei as costas pro vazio escancarado e me apressei em direção à floresta praticamente corri, estava ansiosa para ir embora. As horas seguintes foram uma agonia demorei três vezes mais pra escapar da floresta. Tropeçando de pânico virei-me e corri direto para as arvores. Enfim apareceu um espaço nas arvores a frente, e sai para a estrada vazia.
Confronto
Mais de longe as ondas estavam mais furiosas do que junto à praia. Eu podia vê-las quebrando na linha dos penhascos, espalhando pelo céu grandes nuvens brancas de espuma. Era uma visão sinistra tremi, apesar de saber que era só um truque da pressão. Continuei seguindo a trilha, o desconforto aumentava á medida que eu adentrava entre as arvores, começou a ficar cada vez mais difícil respirar não só por causa do esforço físico mais também porque eu tinha problemas com o buraco idiota em meu peito. O céu tinha um plano feroz pra aquele dia.
O mar parecia muito distante, de certo modo mais distante do que antes, quando estava no caminho. Dei um passo para a beirada, sem tirar os olhos do espaço vazio à frente. O vento agora soprava com mais força, chicoteando em um redemoinho ao meu redor. Respirei fundo fechei os olhos e prendi o ar, olhei pensativa para o céu, esperando que as primeiras gotas rompessem a imobilidade. Olhei para as ondas que quebravam violentas, olhei as pedras rochosas à minha frente e fiquei nas pontas dos pés. A chuva fina e fria me incomodava um pouco, soltei os braços que envolviam meu peito para cobrir o rosto com as mãos. Eu não estava bem sozinha.
Por mais que eu lutasse pra não pensar nele não lutava pra esquecê-lo. Eu ia morrer. Não ia importar se eu pensasse nele agora. O nome dele ecoou no fundo de minha cabeça, distante. E mesmo ali prestes a morrer o nome dele rasgou minhas feridas abertas como uma faca serrilhada. O nome dele me fez gritar tão alto que fez doer meus próprios ouvidos. De uma coisa eu tinha certeza _ sabia disso na boca do meu estômago, no cerne dos meus ossos, sabia disso do alto da minha cabeça ate as solas dos meus pés, sabia do fundo do meu peito vazio. Era que o amor pode dar as pessoas o poder de despedaçar você, e eu fora irremediavelmente despedaçada. Meus joelhos cederam e eu caí sobre as mãos o choro se formando na garganta. Desabei onde estava, ali na beira do penhasco, começando a ofegar.
Extinção
Assim que eu me localizei percebi que a floresta parecia estranhamente vazia enquanto eu seguia a pé para a praia. O silêncio era sinistro, e não havia sequer o som do vento nas árvores. Assim que cheguei a praia pude sentir um vento gelado e me arrependi de estar ali, estava frio demais, no entanto, aonde mais eu iria? Arrastei-me até um tronco e me sentei na ponta para me encostar nas raízes emaranhadas. Não havia como não pensar nele, o buraco inflamara, as bordas ardiam. Tinha de haver uma forma de extingui-lo, a dor ficava cada vez mais insuportável a cada segundo.
Olhei os penhascos eram como lâmina preta contra o céu claro. Bem, porque não? Por que não extinguir a dor agora mesmo? Eu conhecia o caminho que me levaria até lá, subia que ali eu encontraria alívio e que esse caminho me levaria a morte. Eu só tinha certeza de uma coisa, era que aquele buraco permaneceria li por tempo indeterminado. Isso tornava a ideia de morrer bastante tolerável.
A caminhada era longa e o céu não me ajudou muito, as nuvens faziam um peso invisível que impedia que eu respirasse, meus pulmões ardiam querendo mais ar e minhas pernas doíam por causa do frio gelado. Eu podia sentir o vento desintegrando a pele do meu rosto célula por célula, mas nada se comparava a dor que aquele buraco causava. Eu precisava acabar com aquilo. Enquanto eu caminhava pela estrada para chegar à trilha mais próxima dei uma olhada pros penhascos e as ondas enfurecidas que quebravam. Eu queria pular do topo, queria a longa queda que me daria sensação de voar.
Rasgando Rompendo Agonia
A dor era atordoante. Era exatamente isso eu estava atordoada. Não conseguia entender não conseguia perceber oque estava acontecendo.
A dor cresceu, aumentou, foi ao máximo, depois tornou a aumentar até que suplantou qualquer coisa que eu já sentira na vida.
A dor era vermelha e me trazia a sensação de estar sendo serrada ao meio, atropelada por um ônibus, nocauteada por um campeão de boxe, pisoteado por touros e mergulhado em acido, tudo ao mesmo tempo.
A realidade era sentir meu corpo se contorcer e saltar quando eu na verdade nem conseguia me mexer devido à dor. Partes de mim se despedaçavam. Rompiam-se, separavam-se...
Eu estava completamente só com o meu ódio e aquela dor tamanha, que era como se eu estivesse sendo torturada. Era como ser arrastada lentamente sobre um leito de navalhas. Doía tanto, que eu receberia a morte com um sorriso, só pra me livrar daquilo.
Tudo que eu queria era morrer. Nunca ter nascido. Toda a minha existência não compensava aquela dor. Não valia a pena suportar aquilo por nem mais um batimento cardíaco.
Queria levantar meus braços e rasgar meu peito, arrancar meu coração dali_ qualquer coisa pra me livrar daquela tortura. Mas eu não conseguia sentir meus braços, não conseguia mover um único dedo.
Minha pulsação martelava nos meus ouvidos.E por um momento indeterminado era só o que havia. Só a tortura causticante e meus gritos mudos, implorando pela morte. Nada mais, nem mesmo o tempo_ o que tornava aquilo infinito, sem início nem fim. Um momento infinito de dor.
Mas eu já estava encontrando forças pra me colocar de pé, obrigando-me a sair daquela posição e escapar. Havia tanta dor naquele lugar vazio que eu iria embora engatinhando se fosse preciso.
Queijo Suíço
Minha mente não conseguia superar o medo, o pavor nem a confusão, eu não entendia o que acabara de testemunhar.
Eu o segui pela floresta, ignorando o fato de que minha atitude era inútil, foi uma reação irracional.
Andei, andei, se eu parasse de procurar estaria tudo acabado. Tropecei varias vezes, por fim, cai, rolei de lado para conseguir respirar, fiquei deitada ali, mas não consegui respirar por muito tempo, tentei encontrar meus pulmões, mas um buraco os havia engolido, a angustia devorara um novo buraco em meu estômago. E meu coração este estava definitivamente perdido.
Faltavam muitos pedaços meus eu estava furada como um queijo suíço. Imaginei porque não me desfazia ali mesmo. Eu me contorcia enquanto a dor açoitava as bordas do buraco maior, o do meu peito.
Bom, não havia como disfarçar o abismo que me afundava naquela hora. Como poderia explicar o modo como tinha que me enrolar como uma bola para impedir que o buraco vazio me dilacerasse?
Foi bom não haver plateia.
Orgulho
Eu estava entorpecida, de início não conseguia me mexer, todo o meu corpo ficou dormente, não conseguia sentir nada abaixo do pescoço. Mas enquanto ele se afastava, pude sentir um impacto, uma dor intensa em minha espinha que causou um estrondo em meu corpo. Ele estava me abandonando ali com um passo atrás do outro, reprimi o impulso de gritar.
_espere... Eu me engasguei com a palavra.
Estendi as mãos para ele, obrigando minhas pernas dormentes a me levarem pra frente, pensei que ele também estivesse estendendo os braços pra mim, mas suas mãos frias se fecharam em meus pulsos.
Aquilo foi um pouco demais pra mim, me magoou com uma intensidade incontrolável, uma dor física como uma facada na cabeça; fiquei paralisada meus músculos se contraindo como se recebessem um impacto.
Um rasgo profundo se abriu em meu peito; a dor me tirou o fôlego, parecia que aquilo ia me matar. Eu fechei os olhos, apertando-os.
_Adeus_ disse ele numa voz baixa e tranquila._ “Será como se eu nunca tivesse existido”.
Outro golpe, outro rasgão no meu peito, apertei a boca com o punho pra não gritar. Então era aquilo. O oceano de dor. A margem além da água fervente tão distante que eu não conseguia imaginá-la, muito menos vê-la.
Veio uma brisa leve, meus olhos se abriram, as folhas de um pequeno bordo estremeceram com o vento suave de sua passagem. Ele se fora.
O fim
Ele encostou-se a uma árvore larga, com as mãos pra traz, fitando o nada. Sua boca se abriu, mas ele apertou os lábios, franziu as sobrancelhas e fechou os olhos por um instante, depois respirou fundo relaxando o rosto, abriu os olhos semicerrados e me encarou.
__Eu vou embora... Para... O seu bem, eu tenho que... Ir embora!
Eu ouvi muda e de olhos arregalados, sabia que ele esperava por minha reação, mas eu não conseguia falar, eu estava com dificuldade para respirar. Ele continuou.
__Não sou bom pra você!
Aquilo me revoltou.
__Não seja ridículo! __Queria aparentar raiva, mas pareceu apenas que eu estava implorando. _Você é a melhor parte da minha vida!
As lágrimas encheram meus olhos e eu comecei a ofegar, ele me olhava com tristeza.
_Meu mundo não é lugar pra você. __disse ele de uma maneira sombria.
Eu soluçava.
__Onde você estiver é o lugar certo para mim. Eu vou com você.
Eu devia estar tremendo, ele olhou para as árvores, depois lançou um olhar duro pra mim, a amargura substituiu parte da tristeza em seus olhos.
__Não quero que você venha comigo.
Ele pronunciou as palavras de modo lento e preciso, os olhos frios em meu rosto, observando-me absorver o que realmente ele estava dizendo.
Fiquei paralisada ali... Apunhalada com aquelas palavras de dois gumes.
Minha boca se escancarou e minha voz saiu como um sussurro.
__você não me quer?
Ele me encarou com frieza. Percebi com o estômago se contorcendo de náuseas que não havia vestígios de indecisão em seu rosto.
Eu estava tonta, fui tomada por uma dor cortante, reprimi-a com violência, combatendo o golpe igualmente agudo de agonia enquanto meus olhos se demoravam em seu rosto... O rosto que eu não veria mais. Ele encarava o chão, recuou um passo longo, depois me observou minunciosamente erguendo os olhos com uma lentidão quase insuportável dos meus pés, a minha cabeça. Seu olhar era quase morto, Mórbido.
Lua Nova
Estas alegrias violentas têm fins violentos Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora. Que num beijo se consomem. Romeu e Julieta, Ato II, Cena VIAntes de você minha vida era uma noite sem lua. Muito escura mais havia estrelas... Pontos de luz e razão... E depois você apareceu e atravessou meu céu como um meteoro. De repente tudo estava em chamas; havia brilho, havia beleza. Quando você se foi, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou negro. Nada mudou mais meus olhos ficaram cegos pela luz. Não pude mais ver estrelas. E não havia mais razão pra nada.
Sonho Ruim
... Outubro... Novembro... Dezembro..."Você desapareceu, com tudo mais. Com quem mais posso conversar eu me sinto perdida. Quando você foi embora, e ELE foi embora, levaram tudo com vocês. É como se tivesse aberto um grande buraco no meu peito, mas de alguma forma eu estou grata... A dor é a única lembrança da sua existência, da existência de todos vocês." Há uma possibilidade, há uma possibilidade... Tudo o que eu tinha era tudo o que eu poderia conseguir. Há uma possibilidade, há uma possibilidade... Tudo o que eu vou conseguir vai ser seu também. Então me avise quando você ouvir meu coração parar, você é o único que pode saber. Me avise quando ouvir meu silêncio. Há uma possibilidade de eu não saber. Você anda como um ladrão, meu sangue é seu então eu caio de joelhos . Então me avise quando meu silêncio terminar, você é o motivo pelo qual eu me tornei a escuridão. Então me avise quando me ouvir caindo, há uma possibilidade de eu não me levantar. Pelo sangue e por mim, eu cairei quando você se for. Pelo sangue e por mim, eu vou seguir você na escuridão.
sábado, 6 de outubro de 2012
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Eu tenho medo de você sempre arrancando pedaços, sempre com ódio nos olhos sempre faminto de sangue. Correndo em círculos completamente atordoado e sozinho. Você devia se tratar. Você levou grandes partes de mim, me faltam muitos pedaços ... da minha vida, do meu corpo, da minha alma. E eu agora não consigo nem ficar de pé. Você me deixou sem ar...meus pulmões agora são grandes buracos ocos eu estou completamente vazia. Você me feriu como uma infecção numa ferida . Se espalhou e destruiu tupo por dentro. Eu nunca imaginei na minha vida que eu iria sofrer tanto, essa dor não e suportável. Está me consumindo, esta me dominando, eu me sinto sem rumo.. Você levou minha fé. Você me tirou da sua vida e nem me avisou. Você me deixou vazia...totalmente vazia...de sangue.. de fé... Eu não te peço pra voltar, eu só imploro... Me deixe respirar, me deixe sentir, me deixe sair desse quarto. Devolva me uma vida, pode ser uma vida qualquer mas me deixe viva, e inteira.
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