sábado, 15 de junho de 2013

130 anos

Caro é transformar-se num arremedo de si próprio a ponto de nem se reconhecer mais. Hoje eu tenho 130 anos, isso não estava nos meus planos, você sabe, a desordem é tenaz.
Tantos laços, tantas amarras, os controles, pretensões, Nada adianta se o vento não soprar.
Esse vento sob minhas asas, eu não mando mais em nada. Sei que é alto, mas eu vou pular.
O que todos vão dizer... E aonde vão chegar... Nem os olhos podem ver.
Decidido, eu não volto pra casa, ao lar, ao corpo e todas as palavras que a vontade conseguir pensar.
Segue o vento sob minhas asas... Eu não mando mais em nada. Sei que é alto mas eu vou pular.
O que todos vão dizer... E aonde vão chegar... Nem os olhos podem ver.

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