sábado, 27 de julho de 2013

Infinita Highway

Você me faz correr demais os riscos desta highway. Você me faz correr atrás do horizonte desta highway. Ninguém por perto, silêncio no deserto... Deserta highway.
Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar.
Mas não precisamos saber pra onde vamos nós só precisamos ir. Não queremos ter o que não temos nós só queremos viver. Sem motivos, nem objetivos, nós estamos vivos e é tudo, é sobretudo além dessa infinita highway.
Sem motivos, nem objetivos estamos vivos e é só. Só obedecemos a lei da infinita highway.
Escute, garota, o vento canta uma canção dessas que uma banda nunca toca sem razão. Me diga, garota: será a estrada uma prisão? Eu acho que sim, você finge que não. Mas nem por isso ficaremos parados com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. "Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre" se tanta gente vive sem ter como comer.
Estamos sós e nenhum de nós sabe onde vai parar. Estamos vivos, sem motivos! Que motivos temos pra estar? Atrás de palavras escondidas nas entrelinhas do horizonte dessa highway... Silenciosa highway.
Eu vejo um horizonte trêmulo, eu tenho os olhos úmidos. Eu posso estar completamente enganado, eu posso estar correndo pro lado errado. Mas "a dúvida é o preço da pureza". É inútil ter certeza.
Eu vejo as placas dizendo "não corra, não morra, não fume". Eu vejo as placas cortando o horizonte elas parecem facas de dois gumes.
Minha vida é tão confusa quanto a América Central por isso não me acuse de ser irracional. Escute, garota, façamos um trato você desliga o telefone se eu ficar um pé no saco. Eu posso ser um beatle, um beatnick ou um bitolado. Mas eu não sou ator, eu não tô à toa do teu lado. Por isso, garota, façamos um pacto de não usar a highway pra causar impacto.
Cento e dez, cento e vinte, cento e sessenta. Só prá ver até quando o motor agüenta. Na boca, em vez de um beijo, um chiclet de menta. E a sombra do sorriso que eu deixei... Numa das curvas da highway...

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