domingo, 18 de agosto de 2013

Engole

Engole... E canta, canta, canta, vai. Morre o medo se cantar. Chora.
De longe vem o homem tão cansado de esperar. Quem acordou de suicidio sabe bem como é que é te ter paciencia.
Então, eu vou tentar mais uma vez. E eu vou tentar mais uma vez...
Pra ver se eu choro de felicidade. Pra ver seus olhos rios da cidade. Pra ver se eu me acostumo com essas grades.
Do céu. Hoje eu sei quem eu sou. Olha só essas feridas, sem pensar eu fiz; E segui só. Já sem ver você.
Olha só essas fissuras, sem pensar me vi...
E eu... sem ela. E eu...
E eu te levei até a praia, e eu me desfiz da minha esposa. E eu joguei fora o meu dinheiro, fechei a porta pra um amigo. Eu só sonhei meu desengano, eu desenhei as tuas pupilas.
E arde mais que brasa em pele quente. Você olhando pra mim.

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