segunda-feira, 25 de junho de 2012

Comum de Dois

Quis se recriar. Quis fantasiar. No quarto de vestir despiu-se do pudor. Quis se adornar. Quis se enfeitar. Vestido e salto enfim pra si tomou. Se transformou. Se arriscou. Reinventou. E gostou. Ele se transformou. Precisou correr uma vida pra entender, que ele era assim um comum de dois. E hoje vai sair com a melhor lingerie. Não pra afrontar só quer se divertir. Mas ele afrontou. Provocou. Assombrou. Incomodou. E ele nem ligou... Se acabou. E beijou. E dançou. Ele aproveitou. Quando apontam aquele olhar, ele sabe e deixa passar. O salto dói, ele sorri mas machucava ter que omitir, prazer e dor de ser mulher por essa noite é o que ele quer. Degusta bem, bem que valeu, ele se transformou... Sua dama ao seu lado amparando o motim. Juntos rolam pela noite, nunca dantes par assim.

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