Ei Lucien, não vá morrer, que espero-te com os pés transformados em raízes, pelo tempo em que me alimentei de lágrimas. É de orvalho, meu ópio, que ainda me faz esquecer da dor, de querer que tal antes, quando hoje, passo as horas feito tolo seguindo o curso do sol.
Se amanhece, aqui estou, a selar tua fonte com o beijo que marca, que te protejo, e se escurece, me falta tanto um rumo, que me perco em memórias de como passei. Oh Lucien, a ver meus dias, qual tua sombra eterna e minhas noites qual, de teus caprichos, amaldiçoada viúva. Por isso me recuso a deixar-te partir assim feito poeira nos bancos, quando a chuva vem e canta seu desespero. Sobre esse inferno em que, morto, Fevereiro se fez perecer. Não aceito Lucien, não me peça pra te deixar partir, ou ao menos não me deixa aqui feito flor triste...
Não me deixa... Não me deixa aqui, se sei que não vens... Não me deixa ao sol e sem meu vampiro...
sábado, 23 de junho de 2012
O Vampiro e o Helianto
Ei Lucien, não vá morrer, que espero-te com os pés transformados em raízes, pelo tempo em que me alimentei de lágrimas. É de orvalho, meu ópio, que ainda me faz esquecer da dor, de querer que tal antes, quando hoje, passo as horas feito tolo seguindo o curso do sol.
Se amanhece, aqui estou, a selar tua fonte com o beijo que marca, que te protejo, e se escurece, me falta tanto um rumo, que me perco em memórias de como passei. Oh Lucien, a ver meus dias, qual tua sombra eterna e minhas noites qual, de teus caprichos, amaldiçoada viúva. Por isso me recuso a deixar-te partir assim feito poeira nos bancos, quando a chuva vem e canta seu desespero. Sobre esse inferno em que, morto, Fevereiro se fez perecer. Não aceito Lucien, não me peça pra te deixar partir, ou ao menos não me deixa aqui feito flor triste...
Não me deixa... Não me deixa aqui, se sei que não vens... Não me deixa ao sol e sem meu vampiro...
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